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Justiça francesa anula subsídio público para estátua de João Paulo II

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O tribunal administrativo de Rennes considerou ilegal um subsídio aprovado em 2006 pelo Conselho Geral do Departamento (região) de Morbihan para a construção de uma estátua do Papa João Paulo II em Ploërmel, soube-se no passado dia 7 de Janeiro.
A sentença, que resulta de um recurso apresentado em 2006 por um colectivo de oponentes ao monumento, impediu o subsídio de 4500 euros destinado à base da estátua. A imagem do Papa, que morreu em Abril de 2005, foi realizada e oferecida ao município de Ploërmel pelo artista georgiano Zurab Tseretli.
A estátua foi inaugurada em Dezembro de 2006, inserida num monumento de oito metros de altura encimado por uma cruz, qualificada de “ostentadora” pela Justiça. “É uma vitória lógica mas é só uma etapa. Agora que o carácter ilegal do monumento foi reconhecido, é preciso, em nome da laicidade, que o conjunto desapareça do espaço público”, afirmou Pierrick Le Guennec, do colectivo de oponentes.
Esta plataforma contestou a utilização de fundos estatais para a construção da base do monumento (com o custo total de oito mil euros) e para a cerimónia de inauguração (orçada em 30 mil euros), tendo pedido a anulação da subvenção. “Partimos do princípio que a figura de João Paulo II, pela sua dimensão política e diplomática, ultrapassa largamente o âmbito religioso. Alguns não são desta opinião, mas o conceito de laicidade merece uma declinação moderna”, explicou Joseph-François Kergueris, presidente do Conselho Geral de Morbihan. Este órgão não recorrerá da decisão do tribunal.
 

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