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NEM SÓ DE PÃO… (04 Março de 2012)
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- Categoria: Nem só de Pão...
- Publicado em terça, 21 fevereiro 2012 15:07
- Escrito por Amicor
A experiência da fé
As leituras de hoje apresentam-nos três experiências de Fé: Abraão, Paulo e Pedro. Todas elas com um ponto comum – a adesão pessoal e vivida ao Deus em quem se acreditou.
Com Abraão, pai dos crentes, restabeleceu Deus de novo a Aliança com a humanidade. Ao projecto de Deus corresponde Abraão com uma fé e uma generosidade que são modelo para a nossa fé e a nossa generosidade. Deus propusera-lhe uma vida diferente: abandonar a sua terra, caminhar à procura duma vida nova.
Mas esta experiência de fé libertadora de Abraão passa por uma contradição dolorosa: Deus pede-lhe a imolação do filho; como prova máxima da sua confiança. Realmente o que está em causa não é tanto o filho, mas a fé. E, pela fé, não poupa o próprio filho e dispõe-se a sacrificá-lo.
Mas é assim que nasce uma geração nova (abençoada). E nós hoje que estamos dispostos a sacrificar pela fé? O dinheiro, a segurança, o bem-estar, a vida?
É para nós uma experiência de salvação?
Mas a salvação passa pela contradição. Só pela cruz se alcança a luz: «Per crucem ad lucem».
O NÚCLEO CENTRAL
DA BOA NOVA
S. Paulo na sua Carta, aos Romanos lúcido na sua fé e seguir da urgência da evangelização «ai de mim se não evangelizar!»), faz convergir a sua mensagem para o núcleo central da Boa Nova – a intervenção de Deus na história: Cristo morreu e ressuscitou por todos. É Redentor.
Deus entregando o Seu Filho para salvar a humanidade, mostrou-nos a sinal mais evidente de Seu amor por nós.
A este acontecimento central – morte e ressurreição de Cristo todos devem sacrificar as suas ideias, religiões, situação social, vantagens pessoais...
Numa Igreja em renovação é questão de vida ou de morte a nossa capacidade de opção conscientes e comprometida. A que estamos nós hoje agarrados?
Qual é o centro da nossa vida, da nossa fé, da nossa prática cristã?
UMA EXPERIÊNCIA
QUE NÃO SE ESQUECE
Em Cesareia de Filipe, o Pai havia revelado a Pedro a divindade de Jesus (Mat. 16, 16). Essa mesma manifestação renova-se hoje no Tabor no meio de solene majestade, com a presença de Moisés e Elias, como se o Pai quisesse mostrar que em Jesus se cumpriram as Promessas e se realiza a nova e eterna Aliança. Testemunha da glória, jamais Pedro deixará de ser Seu apóstolo, transmitindo aos outros a sua experiência pessoal.
Em conclusão, aceitemos com Abraão centrar a nossa vida na Fé (só na Fé será fecundo o nosso testemunho); com Paulo entreguemo-nos com confiança («e temos Deus por nós, quem poderá estar contra nós?»), pois só assim atingiremos a transfiguração (e Jesus Cristo, Filho bem amado do Pai será Deus para nós!).










