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Juntos (pela Europa)!

Juntos pela Europa1Não tenho dúvida que o grande desafio que se coloca à Igreja (e à sociedade) nos tempos atuais assenta na comunhão.

E nós, Igreja, em discurso escrito e falado cansamo-nos de pregar esta máxima herdada dos ensinamentos de Jesus Cristo. Mas praticamo-la pouco, muito pouco mesmo.
O olhar profético de João Paulo II, em 1998, desafiou os movimentos e “novas comunidades” da Igreja para, em conjunto, na fidelidade aos respetivos carismas, colaborarem ativamente na “salvação” do mundo.
Felizmente este apelo não tem sido esquecido. E como o mundo é muito grande, decidiu-se “reavivar a alma da Europa” – um continente enformado pelo cristianismo mas que tem vivido experiências extravagantes que estão a secar as raízes sólidas que fizeram dele um espaço de evangelização, de cultura, de cidadania, de universalidade.
Coimbra é uma das sete cidades nacionais que quer pegar neste projeto de unidade. Ainda bem. No dia 5, no salão paroquial de S. José, fala-se de comunhão e quer concretizar-se este desiderato.
Creio muito nos movimentos e nas “novas comunidades”. Os primeiros, porque encerram dinamismo próprio impulsionado pelo seu carisma, que mobilizam e comprometem (e daí chamarem-se “movimentos”…); os segundos, porque são “comunidades”, ou seja, já procuram viver intrinsecamente a comunhão.
A uns e a outros se pede que não se fechem, que não vivam a “movimentação” e a comunhão sozinhos, apenas com os seus membros, que se integrem na comunidade paroquial onde se “movimentam”, que atendam às linhas pastorais diocesanas, que se concertem com as restantes estruturas eclesiais. Sem este exercício interno, dificilmente podemos pregar a comunhão para salvarmos a Europa.
Acredito que a nova evangelização passa muitíssimo por estas comunidades evangélicas e por estas experiências de trabalho pastoral em conjunto. Não excluindo ninguém. A paróquia, com os seus serviços e estruturas tradicionais, continuará a ter um papel fulcral nesta reanimação e reevangelização da sociedade. E o testemunho de cada um de nós, como pessoa, como cidadão, como cristão, na família, no local de trabalho, no lazer, na Igreja, continuará a ser fundamental.
Simbólico desta unidade que se pretende entre movimentos e outras estruturas diocesanas neste dia 5, até será o facto de o encontro se realizar numa paróquia com grandes responsabilidades europeias como “paróquia”, como célula geográfica e humana deste tecido que é a diocese.
Vamos rezar para que este dia seja “uma festa de comunhão, de anúncio e de celebração da fé” e que este projeto constitua “um sinal de esperança e de fortalecimento dos valores cristãos para o nosso país, nestes tempos especialmente difíceis que atravessamos”.

Jorge Cotovio

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