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D. Manuel Monteiro elevado a cardeal pelo Papa

Cardeal D. Monteiro- Bento XVI pede aos cardeais para “renunciar ao poder mundano”
 
D. Manuel Monteiro de Castro foi elevado pelo Papa, no passado sábado de manhã, no Vaticano, a cardeal. Natural de Santa Eufémia de Prazins, Guimarães, o novo e terceiro cardeal português foi ordenado padre em 1961 e bispo em 1985.
No consistório (reunião entre os cardeais e o chefe da Igreja Católica), Bento XVI criou ainda mais 21 novos cardeais.
Ao dirigir-se aos novos cardeais, o Papa disse que o clero católico deve “renunciar ao poder mundano. O poder e o serviço, o egoísmo e o altruísmo, a posse e a dádiva, o lucro e a gratuitidade: estas lógicas profundamente opostas confrontam-se em todas as épocas e todos os lugares. Não há dúvidas sobre qual é a via escolhida por Jesus”, afirmou Bento XVI no quarto consistório.
D. Manuel Monteiro de Castro, de 73 anos, está no Vaticano desde Julho de 2009, quando assumiu o cargo de secretário da Congregação para os Bispos.
Mais tarde foi nomeado por Bento XVI como consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e secretário do Colégio Cardinalício e, recentemente, foi escolhido para responsável da Penitenciária Apostólica, um dos três tribunais da Cúria Romana.
Entre os 22 novos cardeais há quatro que têm mais de 80 anos, pelo que não poderão participar num eventual conclave para eleger um novo papa, embora possam ser eleitos.
 
Papa celebra com os cardeais
Bento XVI celebrou também no domingo, em Roma, uma missa na presença dos novos cardeais que foram criados. Durante a homilia o Papa comparou a Igreja a uma janela que aproxima os homens de Deus.
Recorrendo à arquitectura da Basílica de São Pedro, mais especificamente o altar e a “Cátedra de Pedro”, cuja solenidade foi assinalada, para ilustrar o seu ponto, Bento XVI explicou que a Igreja não é um ponto de chegada, mas deve apontar para além de si mesma.
A Igreja celebrou a solenidade da Cátedra de Pedro, na qual se recorda de forma especial o ministério especial que Jesus confiou a Pedro constituindo-o primeiro de entre os apóstolos. Normalmente o dia é assinalado a 22 de Fevereiro, mas uma vez que este ano esse dia coincidia com a Quarta-feira de cinzas, a solenidade foi antecipada para este domingo.
Por essa razão o Papa debruçou-se, na sua homilia, em grande parte sobre a importância do ministério de Pedro, de quem é sucessor, e o seu papel na Igreja enquanto bispo de Roma.

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